segunda-feira, 30 de maio de 2011

Idoso investe aposentadoria e eleva renda

Devido ao baixo valor da aposentadoria, muitos brasileiros optam por continuar trabalhando após receber o benefício.
Como a aposentadoria é concedida em plena idade produtiva, quem segue na ativa pode aproveitar para aplicar o dinheiro para usufrui-lo apenas quando realmente parar de trabalhar.

Dados da Previdência de 2007 mostram que a idade média na concessão da aposentadoria por tempo de contribuição é de 54,3 anos, no caso dos homens, e 51,4 anos, no caso das mulheres.
Como a aposentadoria não rompe o contrato de trabalho, esses segurados não correm o risco de perderem direitos como, por exemplo, multa em caso de rescisão.
Há, no país, 15,76 milhões de aposentados, aponta a Previdência. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) calcula --dados de 2009-- que 5,1 milhões de aposentados estão na ativa.
Hoje, um em cada três aposentados continua na ativa e recebendo um benefício médio de R$ 977,55, considerando apenas os dos centros urbanos, segundo o Ministério da Previdência Social.

CORTE
Quem pede o benefício muito cedo sofre um corte brusco no valor a ser recebido devido ao fator previdenciário. Aos 51 (mulher) e 54 (homem) anos de idade, o benefício não chega a 70% da média salarial do trabalhador, que por sua vez é limitada ao teto de R$ 3.689,66.
Porém, mesmo quem sempre contribuiu pelo valor máximo permitido pelas regras atuais não terá essa média salarial, mas de R$ 3.369,77, segundo a Conde Consultoria Atuarial, devido à correção monetária aplicada.
"Trabalhadores de todas as faixas de renda têm dificuldade em entender o cálculo da aposentadoria e só descobrem o valor baixo que irão receber na hora da concessão", diz a advogada previdenciária Marta Gueller, do escritório Gueller e Portanova Sociedade de Advogados.
Se um homem que sempre contribuiu pelo teto se aposentar aos 55 anos de idade e 35 de contribuição, terá um benefício de R$ 2.425,52.

INVESTIMENTOS
Aplicado na poupança, em sete anos esse dinheiro poderá acumular R$ 261.688, aponta William Eid Junior, professor do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas.
O rendimento mensal desse valor é de R$ 863,57. Se optar por poupar o dinheiro da aposentadoria por dez anos, o rendimento, após esse período, será de R$ 1.383,34.
"A aplicação em renda fixa é melhor para quem não pode correr riscos. E como o investimento mensal é pequeno, o CDB pode não valer a pena, porque essa aplicação tem desconto do Imposto de Renda, ao contrário da poupança", diz o professor.
Para quem não vai depender desse dinheiro no futuro e não tem receio de procurar rendimentos maiores, outras aplicações, como a Bolsa de Valores, podem valer a pena.
Como a aposentadoria permite o saque do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), esse dinheiro pode ser usado para engordar essa aplicação.
Outra opção é investir em imóveis, como fez o técnico em eletrônica Laercio Ramos de Andrade, 61. Quando pediu a aposentadoria, em 1994, aproveitou o dinheiro do Fundo de Garantia para comprar um terreno. "Como continuei trabalhando, usei o dinheiro da aposentadoria para construir duas casas no terreno", afirma.
Os imóveis ficaram prontos em 1998. "Hoje os aluguéis ajudam para complementar a renda", diz.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/922597-idoso-investe-aposentadoria-e-eleva-renda.shtml

terça-feira, 10 de maio de 2011

Ratos de Tóquio preferem casa de idosos para morar

 
 
O número de ratos de Tóquio está aumentando, mas é a escolha de residência dos roedores que preocupa mais as autoridades municipais: os animais parecem ter uma preferência por casas ocupadas por idosos. O problema obrigou a cidade a lançar uma investigação sobre como os roedores afetam as pessoas idosas.
"Os ratos são agressivos, principalmente na casa de pessoas idosas que vivem sozinhas", disse hoje uma autoridade da prefeitura de Tóquio. "Temos que fazer algo a respeito porque a maior parte dos idosos não consegue lidar com esse problema por conta própria."
Autoridades de Tóquio disseram ter recebido 17.388 reclamações - muitas de idosos - sobre ratos nos últimos 12 meses, um salto em relação às 10 mil recebidas há cinco anos. Os ratos tenderiam a fazer ninhos nas casas de pessoas idosas porque ali a comida é deixada sem proteção, segundo especialistas.
Uma pesquisa em 2002 mostrou que cerca de 14% das casas na capital japonesa eram habitadas por idosos e que mais da metade deles vivia sozinha.

http://noticiasar.terra.com.ar/tecnologia/interna/0,,OI335541-EI1141,00.html