domingo, 2 de outubro de 2011

'Super-Humanos': aos 92 anos, Olga é um fenômeno do atletismo "

A maioria dos adultos trabalha duro, paga impostos e junta dinheiro de olho em uma aposentadoria confortável. Ao chegar à terceira idade, as pessoas querem apenas descansar e curtir a vida. Agora, no segundo capítulo da série "Super-Humanos", do Esporte Espetacular, você vai conhecer a história da vovó Olga, uma idosa de 92 anos que virou fenômeno do atletismo e está sendo estudada por cientistas da Universidade McGill, de Montreal, no Canadá.
Olga Kotelko é filha de imigrantes ucranianos radicados no Canadá. Na infância, trabalhou na lavoura e depois virou professora. Após uma desilusão amorosa no casamento, resolveu dar uma guinada: divorciada, mudou-se com as duas filhas para Vancouver, cidade que respira esportes. E foi aí que sua vida mudou radicalmente. Apesar de tardiamente, ela descobriu o atletismo aos 77 anos e foi recomendada por muitos médicos a procurar outras atividades mais leves, como caminhada ou hidroginástica. Mas Olga resolveu se arriscar na nova descoberta:
- Havia um clube de atletismo para veteranos no meu bairro, e eu olhava e pensava: "nossa, isso é muito difícil". Não era para alguém da minha idade. Então um dia fui assistí-los em uma competição e vi uma mulher jogando algo da altura do pescoço, era um arremesso de peso. Pensei, "se ela consegue, também consigo". Foi assim que comecei - contou.
Recordes, medalhas e espanto geral
Daí para frente Olga não parou mais. Aos 79 anos participou da sua primeira competição e não tomou conhecimento das outras atletas - da mesma faixa etária. No arremesso de dardo, jogou o objeto 10 metros a mais que as concorrentes. As adversárias pareciam não entender e ficaram curiosas, fazendo perguntas, como ela mesma conta: "Como você é tão forte? O que você comeu? Quem é seu treinador?".
Super-Humanos ee (Foto: Reprodução/TV Globo)
Olga mostra muita disposição nas pistas de corrida (Foto: Reprodução/TV Globo)
No currículo, mais de 20 recordes mundiais em diversas modalidades do atletismo: arremesso de peso, disco, dardo, martelo e corridas de curta distância, como 100m e 200m. Quebras de marcas e muitas medalhas, uma supremacia assustadora em um esporte que cada milésimo vale muito. Por exemplo, o tempo de Olga nos 200m (56s46) é quase 15 segundos menor que o da segunda colocada (1m09s09).
O desempenho de Olga chamou tanta atenção que os cientistas da Universidade McGill resolveram entender melhor o que ocorre com o corpo dela. Nas pessoas comuns, com o passar do tempo, é normal a diminuição da massa muscular. Mas isso não acontece da mesma maneira com ela, seus músculos parecem não sentir a passagem do tempo.
Super-Humanos ee (Foto: Reprodução/TV Globo)Antes do atletismo, Olga pega peso na academia
(Foto: Reprodução/TV Globo)
- O que sabemos é que a decadência muscular dos humanos começa a partir dos 50 anos. Só que depois dos 70, a perda de massa muscular é imensa e são justamente os músculos que vão determinar o quão independentes nós vamos ser na terceira idade. Se vamos conseguir levantar sozinhos da cadeira, evitar quedas ou controlar nossos movimentos - disse Russ Hepple, PHD em fisiologia pela Universidade McGill.
- Os músculos de Olga, quando você olha, não parece de alguém com 90 anos. Eles têm 60, 70 anos no máximo. Por que? Esse é o grande mistério - levantou a questão, Tanja Taivássalo, professora e pesquisadora da Universidade McGill.
Das pistas para o laboratório
A atleta aceitou o pedido dos cientistas para ser estudada no laboratório. Olga teve o corpo todo mapeado para tentar desvendar os segredos da sua resistência. Pegaram um pedaço de músculo para analisar as células. Dentro de cada célula existe a mitocôndria, que funciona como uma central de energia. Com o avanço da idade, a mitocôndria apresenta defeitos, e a célula não alimenta mais os músculos corretamente. No entanto, apesar dos 92 anos, as células das fibras de Olga estão a pleno vapor, sem falhas.
- Tipicamente o que vemos a partir dos 70 anos é de 1% a 2% de células mortas, por causa de defeitos na mitocôndria. Isso deixa os músculos mais fracos. Em Olga, não vimos nada disso. É impressionante - disse Tanja.
A explicação para o desempenho fora do normal pode estar na rotina de treinamento. Olga não para nunca, se mantém em atividade regularmente: cuida do jardim em casa, trabalha no bazar da igreja local, faz academia e treina sempre respeitando o próprio corpo.
- Com o envelhecimento fui aprendendo o valor do tempo. Escolhi ser uma atleta de coração jovem em vez de uma velinha problemática. Acredito de verdade que nunca é tarde para alcançar uma boa saúde. Mas você tem que trabalhar para isso, não vai acontecer do nada - avisou Olga.
Sempre de olho no futuro
Professor e pesquisador da Universidade McGill, o brasileiro Dilson Rassier acha que a pesquisa sobre as habilidades "super-humanas" da vovó Olga pode ajudar a vida de outros idosos futuramente:
- Acho que vamos acabar derrubando vários dogmas, que podem ou não impedir pessoas de fazer atividade física, pessoas com idade avançada, com certas doenças neuromusculares. Só tende a melhorar a qualidade de vida dessas pessoas num futuro próximo.
O senhora de cabelos brancos que chamou a atenção de todos também adota um curioso sistema de alongamento e massagem, que ela faz sozinha em casa. O processo dura cerca de uma hora e vai do fio de cabelo até as pontas dos pés. Olga garante que depois do ritual está renovada e pronta para outra maratona de exercícios. E parece que ela está sempre pronta, sempre olhando para frente:
- Não vejo nenhuma razão para eu parar e não planejo parar. Estabeleço objetivos para mim e adoro competir - finalizou.

sábado, 17 de setembro de 2011

Conferência USP sobre Envelhecimento / USP Conference on Aging

APRESENTAÇÃO / PRESENTATION
Segundo estudo do Banco Mundial, o Brasil está envelhecendo rapidamente e passa por uma profunda transformação socioeconômica impulsionada por essa mudança demográfica. O trabalho afirma que, em 40 anos, a população idosa brasileira será proporcionalmente maior que a atual do Japão, pais mais envelhecido hoje.

Diante desse quadro, estudiosos e pesquisadores devem antever as consequências do envelhecimento premente dos brasileiros, no intuito de subsidiar a elaboração de políticas públicas que beneficiem essa parcela da população.

Assim, pesquisadores das áreas de Enfermagem, Odontologia, Educação Física e Medicina Esportiva da Universidade de São Paulo assumiram a responsabilidade de organizar uma conferência internacional para discutir o avanço do conhecimento em relação ao assunto Envelhecimento.


According to a study of the World Bank, Brazil is aging rapidly and goes through a deep socioeconomic change driven by this demographic shift. The work states that, in 40 years, the Brazilian elder population will be proportionally bigger than Japan’s, which is the elderst country today.

Given this situation, scholars and researchers must anticipate the consequences of Brazilian aging in order to support the development of public policies that benefit this population. Therefore, researchers from the areas of Nursing, Dentistry, Physical Education and Sports Medicine of the University of São Paulo took the responsibility to organize an international conference to discuss the advance of the knowledge in relation to the subject Aging.

Data de realização: 1 e 2 de dezembro de 2011
Local: Auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – USP
Rua do Lago, 876 - Cidade Universitária - São Paulo – SP



http://www.inovacao.usp.br/uspconferencias/envelhecimento/

Um ótimo fim de semana a todos.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Corrida da longevidade -Etapa São Paulo

Local da Prova: Parque da Independência
Data: 13/11/2011
Período de Inscrição: Até 09/11/2011
Entrega de Kits: sábado, 12/11/2011 das 09:00 às 17:00 horas
Local: Parque da Independência - NA ARENA DO EVENTO

Distância e horarios

Corrida 6km
Largada 08h00

Caminhada 3km
Largada 09h00



http://corridadalongevidade.com.br/Sao_Paulo

domingo, 4 de setembro de 2011

DIA INTERNACIONAL DO IDOSO




Autorretratos do envelhecer

SESC Santo André
 
Dia(s) 04/10, 05/10
Terça e quarta, das 19h30 às 21h.
Partindo da apreciação de autorretratos conhecidos na História da Arte,
cada participante produzirá um autorretrato digital utilizando um programa
de imagens, além de um poema sobre o que vê nessa imagem.
Em um sarau fotopoético, os trabalhos - imagem e poesia -
 serão expostos pelos autores, com a proposta de que reflitam sobre seu
processo de envelhecimento e a aceitação, ou não, de sua autoimagem.
Com Adriano Calsone. Sala de Internet Livre. Inscrições no local. Vagas Limitadas.


Grátis.http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=203122